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De
origem italiana, a mortadela surgiu há mais de 2
mil anos no Império Romano e com certeza é um
dos embutidos mais consumidos no Brasil,
ultrapassando a marca das 100 mil toneladas
anuais.
Há duas
explicações para a origem do nome “mortadela”. A
primeira delas deriva da palavra latina “myrtata”,
que significa carne temperada com bagas da “mortella”,
uma planta de sabor resinoso. A outra explicação
remete à palavra “mortarium”, vocábulo da mesma
língua, um almofariz empregado para amalgamar a
carne.
Até hoje,
Bolonha, a capital da Emília-Romanha, que dá
nome ao mais famoso tipo de mortadela, tem a
fama de fazer a melhor mortadela do mundo. A
adoração dos italianos pela mortadela é tão
grande, que eles elegeram em 1.971 uma madrinha
para o produto, a atriz Sophia Loren, quando ela
estrelou “La Mortadella”, filme onde a atriz
interpretava uma napolitana que
viajou para encontrar o Noivo em Nova York, mas
foi barrada no aeroporto porque tinha na mão uma
mortadela, um alimento estrangeiro que, por lei,
era proibido de entrar no país.
Como é feita
a mortadela
Boatos dão conta
de que a mortadela é feita de carne de cavalo e
de restos de animais que não são aproveitados
nos frigoríficos. Tudo não passa de boatos, pois
na verdade o embutido é fabricado com carne
magra de porco, sobras cruas de presunto e de
copa e depois recebe uma camada de gordura
extraída da papada do porco.
Durante a
fabricação, a carne é cortada em pedaços e
triturada várias vezes, até que se transforme em
uma pasta cremosa. Esse processo dura de 5 a 15
minutos. Na seqüência essa massa é embutida em
invólucros naturais ou artificiais, as chamadas
“tripas”. Por fim, essa pasta recebe pequenos
cubos de gordura e é levada ao forno, onde é
cozida a vapor.
Finalmente a
mortadela recebe uma ducha fria e passa por uma
câmara de resfriamento, que a estabiliza.
Apesar disso, os
ingredientes da mortadela podem variar. No
Brasil, os fabricantes combinam carne suína com
carne bovina ou de aves. |